LARCS – PARTE 1

12/09/2017 às 10h09

LARC (long-acting reversible contraception) é uma sigla em inglês que designa os métodos anticoncepcionais reversíveis de longa duração. Os LARCs tem alta taxa de eficácia, longo período de ação, taxa de interrupção baixa e grau de satisfação elevado pelas mulheres que utilizam o método 

No Brasil, estão disponíveis três tipos de LARCs: 

LARC                            Eficácia               Duração 

DIU de cobre                  99,4 %              5 a 10 anos 

DIU hormonal                 99,8 %              5 anos 

Implante hormonal         99,9 %              3 anos 

 

DIU DE COBRE 

O dispositivo intrauterino (DIU) é o método anticoncepcional reversível mais usado no mundo. Seguro, eficaz e prático, pode ser usado desde a adolescência até a menopausa. A maioria das mulheres pode usar o DIU, incluindo aquelas que tenham ou não tido filhos, após o parto, após aborto espontâneo ou induzido (se não houver infecção) e até quem esteja amamentando. 

O DIU é uma pequena estrutura de plástico em forma de T com uma haste contendo fio de cobre. Um ou dois fios de nylon são amarrados ao DIU e fica visível através da vagina, servindo para identificar sua permanência e facilitar a retirada. 

O DIU não é um método abortivo. Age impedindo o encontro do espermatozoide com o óvulo, antes de acontecer a fecundação. 

A inserção deve ser feita por um médico a qualquer momento, preferencialmente no período menstrual, facilitado pela dilatação do colo nesta fase do ciclo, com a certeza de que a mulher não esteja grávida. A colocação é simples, rápida e um discreto incômodo doloroso pode ser sentido na passagem do DIU pelo canal cervical. 

Vantagens 

Ocorre menos de 1 gravidez para cada 100 mulheres utilizando o DIU durante o primeiro ano. Eficácia de 99,4%. O índice de falha diminui ao longo dos anos de uso. E a mulher poderá utilizar o método por 10 anos seguidos, não havendo demora no retorno da fertilidade. Se a mulher quiser engravidar, basta retirar o DIU. 

O DIU pode ser localizado na cavidade do útero pela ultrassonografia. 

 

 

Desvantagens 

Nos primeiros meses, pode aumentar o fluxo menstrual e causar cólicas, mas com a continuidade do uso estes efeitos são minimizados. Em raras situações pode haver perfuração do útero, sair do lugar e até ser expulso pelo organismo. 

Contraindicações 

Doença inflamatória pélvica, infecções sexualmente transmissíveis, miomas que distorçam a cavidade uterina, sangramento vaginal sem diagnóstico, malformações uterinas, estreitamento do canal do colo uterino, câncer do colo de útero e do endométrio são contraindicações para o uso do método. 

Importante 

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza para as mulheres o DIU de cobre. Para isso, basta procurar um Centro de Saúde e manifestar o desejo de inscrição no Programa de Planejamento familiar. 

 

*Gilson Corrêa é amazonense, médico, Ginecologista-Obstetra, Professor Universitário e Presidente da Associação Amazonense de Ginecologia e Obstetrícia – ASSAGO.